Após mudar hábitos alimentares antes de realizar procedimentos estéticos, Margareth Serrão simboliza nova geração de pacientes que investem em saúde para potencializar resultados na maturidade
O aumento da expectativa de vida e o desejo de envelhecer com qualidade têm levado mais pessoas acima dos 60 anos a considerar a cirurgia plástica como aliada da autoestima e do bem-estar. O movimento já é percebido na prática clínica e acompanhado por entidades do setor. Dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética indicam o avanço dos procedimentos em faixas etárias mais altas, refletindo uma mudança no perfil dos pacientes.
Entre os procedimentos mais procurados estão lifting facial, blefaroplastia, abdominoplastia e cirurgias de contorno corporal. As principais queixas envolvem flacidez da pele, perda de elasticidade e alterações naturais do envelhecimento.
Para o cirurgião plástico Dr. Luan Aguiar Ferretti, especialista em cirurgia plástica pós-bariátrica e contorno corporal, o preparo do paciente é determinante para o sucesso cirúrgico. “A idade não é o principal fator de risco. O que realmente importa é o estado geral de saúde, o controle de doenças e os hábitos de vida”, afirma.
A empresária Margareth Serrão representa esse novo perfil de paciente mais consciente e engajado. Antes de se submeter aos procedimentos, ela adotou uma mudança significativa na alimentação, priorizando nutrientes essenciais para o bom funcionamento do organismo. A estratégia contribuiu para melhorar a qualidade da pele, fortalecer o corpo e favorecer uma recuperação mais eficiente.
Segundo o especialista, essa preparação faz toda a diferença. “Uma alimentação equilibrada, rica em proteínas, vitaminas e minerais, impacta diretamente na cicatrização e na resposta do organismo à cirurgia. Quando o paciente se prepara, os resultados tendem a ser mais satisfatórios e seguros”, explica.
Além da alimentação, outros cuidados são indispensáveis, especialmente após os 60 anos. A prática regular de atividade física, o controle de doenças crônicas como hipertensão e diabetes, a interrupção do tabagismo e o acompanhamento com equipe multidisciplinar estão entre as principais recomendações.
Com formação pela Universidade Nove de Julho, residência em Cirurgia Geral no Hospital Heliópolis e especialização em Cirurgia Plástica no Instituto de Cirurgia Plástica Santa Cruz, o Dr. Luan Ferretti é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e soma cerca de 1.500 cirurgias ao longo da carreira, sendo 389 apenas em 2025. Atualmente, realiza entre 30 e 40 procedimentos por mês, sempre em ambiente hospitalar, priorizando segurança e excelência técnica.
Sua atuação é reconhecida principalmente em casos de pacientes que passaram por grandes emagrecimentos, incluindo o período pós-bariátrico. O próprio médico vivenciou essa transformação ao perder 118 quilos, experiência que direcionou sua carreira para um atendimento mais especializado e humanizado.
“Pacientes que passaram por grandes perdas de peso ou que estão na maturidade apresentam características específicas, como maior flacidez e alterações na qualidade da pele. Por isso, cada caso precisa de planejamento individualizado e olhar técnico apurado”, destaca.
Além da atuação estética e reparadora, o médico também realiza procedimentos em pacientes trans em processo de afirmação de gênero, reforçando seu compromisso com uma abordagem acolhedora e centrada no paciente.
Para o especialista, a cirurgia plástica deve ser compreendida como parte de um processo mais amplo. “Não se trata apenas de estética. Estamos falando de autoestima, qualidade de vida e reconexão com a própria imagem. Quando bem indicada e bem conduzida, a cirurgia pode ser uma ferramenta transformadora.”
A trajetória de Margareth Serrão reforça essa mudança de comportamento. Mais do que a decisão de realizar um procedimento, o diferencial está na preparação. O entendimento de que os resultados começam antes da cirurgia tem levado pacientes a adotarem hábitos mais saudáveis, tornando o processo mais seguro e os resultados mais duradouros.