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Doce Recheio planeja expansão por franquias após sucesso de vendas no Sul Fluminense

Marca criada por Gabriel Carraro e seus pais, que nasceu na pandemia e conquistou Volta Redonda, prepara novo passo com modelo de negócio próximo, acessível e com gestão ativa dos franqueados

Depois de transformar uma crise familiar em um negócio de sucesso e conquistar um público fiel no Sul Fluminense, a Doce Recheio se prepara para dar um novo passo em sua trajetória: a entrada no mercado de franquias. A marca, que tem loja física em Volta Redonda (RJ) e virou referência em sobremesas à pronta-entrega, agora mira a expansão regional com um modelo de crescimento cuidadoso, próximo e sustentável.

Gabriel Carraro (Foto: Divulgação)


À frente do negócio está Gabriel Carraro, que desde o início construiu a Doce Recheio com base em presença, identidade afetiva e relacionamento direto com o cliente. Esses mesmos pilares serão levados para o formato de franquias, cuja fase de captação de interessados deve começar entre janeiro e fevereiro de 2026.


A ideia inicial é expandir para cidades próximas, como Resende, Vassouras, Valença e Barra do Piraí. A escolha não é por acaso. “Quero estar perto para dar suporte, principalmente nesse começo. Os primeiros passos sempre têm dúvidas e problemas, isso é natural. Estar presente faz toda a diferença”, explica Gabriel. O objetivo é acompanhar de perto os franqueados, garantindo que o padrão da marca seja mantido desde o início.

Diferente da visão tradicional de franquia como investimento passivo, a Doce Recheio aposta em um perfil mais envolvido. Para Gabriel, o franqueado precisa atuar como gestor e dono do negócio, e não apenas como investidor. “Para cobrar excelência, a pessoa precisa entender o processo. Saber como o produto chega até o cliente. Não acredito em franquia onde o dono não está presente”, afirma.


O público-alvo são empreendedores mais jovens, na faixa dos 30 a 35 anos, dispostos a se dedicar ao dia a dia da operação. O investimento inicial, segundo o empresário, é considerado acessível dentro do mercado: a partir de aproximadamente R$ 100 mil já é possível abrir uma unidade no modelo mais simples, como uma dark kitchen, dependendo da estrutura disponível.

A decisão de adiar o início das divulgações para depois das festas de fim de ano também foi estratégica. “Natal e Ano Novo são períodos muito intensos. Como é um processo delicado, preferimos começar em meses mais calmos, para não atropelar etapas e garantir que tudo seja bem feito”, diz Gabriel.


O movimento de expansão acontece em um momento de forte consolidação da marca. Criada durante a pandemia, a Doce Recheio conquistou o público com sobremesas afetivas, pronta-entrega e uma comunicação próxima, especialmente nas redes sociais. O sucesso local, aliado à demanda constante, mostrou que o modelo pode ser replicado sem perder sua essência.

Mais do que crescer em número de lojas, a Doce Recheio quer crescer em conexão. A proposta das franquias reflete exatamente isso: manter o cuidado artesanal, o vínculo com o cliente e a presença ativa dos donos em cada unidade. Um novo capítulo para uma história que começou de forma simples, mas que segue crescendo com propósito e muito recheio.

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