Com atuação entre Brasil e Estados Unidos, o artista e produtor constrói pontes culturais, une raiz e visão internacional e se inspira na filosofia de Jay-Z para ampliar o alcance da música brasileira no cenário global

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Desde 2022, o artista e produtor Jonathas Groscove vem desenvolvendo um trabalho musical que ultrapassa fronteiras geográficas e simbólicas. Com dupla cidadania, ele atua entre os mercados brasileiro e norte-americano, articulando linguagens, ritmos e modelos de negócio distintos — não como um privilégio jurídico, mas como um compromisso cultural.
“Ter dupla cidadania não é apenas uma condição legal, é uma responsabilidade cultural. Eu entendo os dois mercados, as duas linguagens e os dois ritmos”, afirma Groscove. Ao longo da trajetória, ele se associou a nomes relevantes da música nacional, experiências que, segundo ele, reforçaram a importância da identidade e da raiz artística. Ainda assim, o objetivo sempre foi mais amplo: criar conexões consistentes entre talentos brasileiros e o mercado internacional.
Essa visão ganhou profundidade a partir do contato com ambientes ligados à Jay-Z e à estrutura construída pelo artista nos Estados Unidos. Para Groscove, o diferencial não está apenas na tecnologia de ponta ou nos processos industriais de produção musical, mas na mentalidade. “Não se trata só de estúdios ou equipamentos. Trata-se de visão”, resume.
Na leitura do produtor, Jay-Z representa um modelo em que vivência se transforma em narrativa, narrativa em negócio e negócio em legado — lógica que dialoga diretamente com sua própria atuação. “Música é ferramenta de transformação. Produção é visão estratégica. Estrutura é liberdade criativa”, diz.
Ao contrário do imaginário de dominação associado a grandes nomes da indústria, Groscove observa um movimento mais complexo: artistas que utilizam a música para expor realidades, conflitos internos, sombras e superações humanas. A experiência internacional, segundo ele, reforçou uma lição central: expansão não significa abandonar a origem. “Expandir é amplificar a raiz, não apagá-la.”
É a partir dessa premissa que Groscove define seu propósito no Brasil. “Meu legado é abrir caminhos, criar pontes e mostrar que é possível dialogar com o mundo sem perder identidade”, conclui.
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