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Setembro Amarelo reforça a importância da escuta e de uma nova forma de falar sobre saúde mental

Durante o mês de setembro, a campanha Setembro Amarelo amplia o debate sobre saúde mental e prevenção do suicídio. Em 2026, a mobilização ganha um enfoque especial na maneira como a sociedade conversa sobre o tema, defendendo mais acolhimento, informação e menos julgamentos.

A proposta acompanha o tema adotado pela Organização Mundial da Saúde para o período de 2024 a 2026, “Changing the Narrative on Suicide”, que pode ser traduzido como “Mudando a narrativa sobre o suicídio”. A iniciativa busca transformar a forma como o assunto é abordado, substituindo o silêncio e o estigma por diálogos mais responsáveis e humanos. (Uniscience)

Saúde mental precisa ser tratada com responsabilidade

O suicídio é considerado uma questão complexa de saúde pública e não possui uma única causa. Diferentes fatores podem estar envolvidos, incluindo aspectos psicológicos, sociais, culturais, biológicos e ambientais.

Estimativas da Organização Mundial da Saúde apontam que aproximadamente 727 mil pessoas morreram por suicídio em 2021. Naquele ano, o suicídio também apareceu como a terceira principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. (Uniscience)

No Brasil, situações como perdas, conflitos, violência, abuso, isolamento social, discriminação, dificuldades financeiras e problemas de saúde podem contribuir para períodos de maior vulnerabilidade emocional.

Por isso, especialistas e instituições reforçam que falar sobre o assunto exige responsabilidade. Mais do que estatísticas, o debate envolve pessoas que podem estar enfrentando diferentes formas de sofrimento.

Escutar pode ser o primeiro passo

Uma das principais mensagens do Setembro Amarelo em 2026 é a importância da escuta.

Nem sempre é necessário encontrar a resposta perfeita para alguém que está passando por um momento difícil. Demonstrar atenção, ouvir sem julgamentos e incentivar a busca por ajuda profissional podem ser atitudes importantes.

Também é necessário evitar frases que diminuam o sofrimento, comparações ou respostas simplistas para situações que podem ser muito mais complexas.

Em muitos casos, permitir que uma pessoa diga que não está bem já representa um importante primeiro passo.

Mudanças de comportamento merecem atenção

Não existe um único sinal capaz de identificar uma situação de crise. Ainda assim, algumas mudanças persistentes podem indicar que uma pessoa está enfrentando sofrimento emocional e precisa de atenção.

Isolamento, alterações significativas de comportamento, manifestações de desesperança, preocupação recorrente com a própria morte ou declarações relacionadas ao desejo de morrer devem ser levados a sério.

Isso não significa que familiares, amigos ou colegas devam tentar fazer diagnósticos. O objetivo é estimular uma cultura de cuidado, na qual sinais de sofrimento não sejam ignorados e procurar ajuda seja encarado com naturalidade.

O cuidado também passa pelo ambiente digital

As discussões sobre saúde mental também chegaram ao ambiente digital. Redes sociais, aplicativos e outras plataformas passaram a ocupar um espaço importante na rotina das pessoas e influenciam a maneira como informações são consumidas e compartilhadas.

Nesse cenário, cresce a importância de buscar fontes confiáveis, evitar conteúdos sensacionalistas e ter responsabilidade ao compartilhar informações relacionadas à saúde mental.

A tecnologia também pode contribuir para ampliar o acesso ao acolhimento. Em 2026, o projeto Pode Falar foi integrado ao Meu SUS Digital, oferecendo escuta e orientação em saúde mental para jovens de 13 a 24 anos. (Uniscience)

Pedir ajuda também é cuidar

O Setembro Amarelo reforça que não é necessário esperar uma situação chegar ao limite para procurar apoio.

Conversar com alguém de confiança, buscar acompanhamento de profissionais de saúde e procurar serviços especializados são alternativas para quem enfrenta sofrimento emocional.

Em situações de risco imediato, é importante buscar atendimento de emergência e não deixar a pessoa sozinha.

A campanha também reforça que o cuidado com a saúde mental não deve ficar restrito ao mês de setembro. A proposta é estimular uma mudança permanente na forma como a sociedade fala, escuta e reage diante de alguém que demonstra não estar bem.

Mudar a narrativa significa trocar o julgamento pela escuta, o estigma pela informação e o silêncio pelo diálogo.

Neste Setembro Amarelo, falar sobre saúde mental com responsabilidade pode ajudar a aproximar pessoas do cuidado e contribuir para que quem esteja passando por um momento difícil saiba que pedir ajuda é possível.

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