Oscilações hormonais, privação de sono e estresse impactam a estrutura facial; cirurgião-plástico da face explica quando intervenções estéticas podem ajudar a recuperar a harmonia sem perder a naturalidade
Olheiras mais profundas, perda de viço e um semblante constantemente cansado estão entre as queixas mais comuns de mulheres após a maternidade, e não se tratam apenas de percepção. Segundo o cirurgião plástico da face, Dr. Carlucio Ragognete, as transformações do período gestacional e do pós-parto provocam alterações hormonais e estruturais que afetam diretamente a pele, o volume e a sustentação do rosto. Neste Dia das Mães, o tema ganha espaço ao destacar que essas mudanças fazem parte de um processo biológico intenso, especialmente no puerpério, e que o cuidado com a aparência deve acompanhar o tempo e as necessidades de cada fase da vida.
A maternidade é um dos períodos mais exigentes para o organismo feminino, e o rosto costuma ser um dos primeiros a demonstrar esse impacto. Durante a gestação e no pós-parto, oscilações hormonais, especialmente de estrogênio e progesterona, interferem na produção de colágeno e na qualidade da pele. “Existe uma combinação de fatores. Além das alterações hormonais, há privação de sono e aumento do estresse fisiológico, que prejudicam a regeneração celular”, explica o especialista.
Na prática, isso se traduz em uma pele mais fina, menos hidratada e com menor capacidade de recuperação. Também é comum a perda de volume em regiões estratégicas da face, principalmente no terço médio, além de uma leve queda dos tecidos, o que altera o contorno facial e intensifica o aspecto de cansaço. Apesar dessas mudanças, o especialista reforça que o puerpério não é o momento indicado para intervenções cirúrgicas. “Esse é um período de recuperação física e emocional, que deve ser respeitado. O foco deve estar no bem-estar da mulher e na adaptação a essa nova fase”, pontua.
Com o passar dos anos, especialmente em mulheres mais maduras, essas alterações podem se somar ao envelhecimento natural da face, levando a uma perda mais evidente de sustentação e definição. Nesses casos, procedimentos estéticos, inicialmente os menos invasivos, podem contribuir para melhorar a qualidade da pele e suavizar sinais de cansaço.
Já as cirurgias faciais passam a ser consideradas em outro contexto, de forma individualizada e geralmente em pacientes com maior grau de flacidez e perda estrutural. “O objetivo não é transformar, mas reposicionar estruturas e preservar a naturalidade, respeitando sempre a identidade de cada paciente”, explica o Dr. Carlucio.
Além de uma questão estética, o tema também envolve identidade e autocuidado. A maternidade transforma profundamente a mulher, impactando não apenas o corpo, mas também sua relação com o tempo, as prioridades e consigo mesma. “Cuidar de si não é uma imposição, mas uma escolha que deve acontecer no momento certo. Cada fase exige um olhar diferente”, conclui.
Sobre o Dr. Carlucio
Carlucio Ragognete é médico especialista em cirurgia da face, com mais de 20 anos de experiência e atuação reconhecida nacional e internacionalmente. Formado pela Universidade do Vale do Sapucaí, com especialização em Otorrinolaringologia, construiu carreira sólida com foco em cirurgia plástica facial estética e funcional. Foi coordenador de pós-graduação na área por quase uma década e atua como palestrante em eventos científicos no Brasil e no exterior. À frente da clínica Dr. Carlucio Ragognete, especializada em cirurgia plástica da face e dermatologia, localizada em São Paulo, é referência em técnicas avançadas de rejuvenescimento com resultados naturais, unindo precisão científica e sensibilidade estética.