Especialista em comunicação política e diretor do Instituto Comunicar analisa como métricas digitais, discurso estratégico e sentimento social devem redefinir campanhas eleitorais no Brasil
O cenário político brasileiro já vive, nos bastidores, a corrida eleitoral de 2026. Embora o calendário oficial ainda esteja distante, o ambiente digital se consolidou como o principal campo de batalha estratégica. Para o pesquisador de comunicação política Paulo Cesar da Silva Pontes, o engajamento digital deixou de ser apenas um indicador complementar e passou a ser um verdadeiro termômetro determinante do desempenho eleitoral.
Diretor do Instituto Comunicar, sediado em Brasília, e atualmente residente em Belo Horizonte (MG), Paulo Pontes construiu uma trajetória marcada pelo rigor metodológico e pela análise estratégica do discurso político. Graduado em Marketing pela Universidade Estácio de Sá (UNESA), possui MBA em Marketing Político e Campanhas Eleitorais pela Universidade de São Paulo (USP) e cursa Mestrado em Comunicação pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).

No cenário que se desenha para 2026, as pesquisas eleitorais continuam sendo a espinha dorsal de qualquer campanha competitiva. Defendo que dados bem coletados e analisados são o ponto de partida para a construção de diagnósticos precisos, definição de estratégias consistentes e formulação de uma comunicação capaz de conectar propósito, proposta e percepção pública. Mais do que medir intenções de voto, a pesquisa revela sentimentos, identifica ruídos e antecipa movimentos, orientando campanhas a ajustarem discurso, posicionamento e presença digital. Em um ambiente cada vez mais orientado por métricas e interação em tempo real, o engajamento digital desponta como o principal termômetro da disputa, mas é a inteligência estratégica das pesquisas que transforma informação em direção e direção em vitória nas urnas.
Segundo o especialista, a grande transformação eleitoral dos últimos anos foi a mudança do centro de gravidade das campanhas: “Antes, a televisão concentrava a formação de opinião. Hoje, o digital não apenas influencia, mas organiza narrativas, pauta discussões e mede, em tempo real, o sentimento social”.
O engajamento como indicador estratégico
Paulo Pontes explica que curtidas isoladas já não dizem nada. O que realmente importa é a qualidade do engajamento, a taxa de interação qualificada, o compartilhamento orgânico e, principalmente, a conversão desse engajamento em construção de imagem positiva.
“Engajamento é percepção pública em movimento. Ele revela intensidade, rejeição, polarização e capacidade de mobilização. Uma campanha que compreende esses dados consegue ajustar discurso, linguagem e posicionamento quase instantaneamente”, destaca.
De acordo com ele, 2026 será a eleição da análise preditiva baseada em dados digitais. Ferramentas de monitoramento de sentimento social, cruzamento de métricas de engajamento com pesquisas de opinião e interpretação de discursos serão decisivas para a definição de estratégias.
O Instituto Comunicar tem desenvolvido metodologias próprias para mensuração de impacto discursivo, analisando como determinados posicionamentos reverberam em diferentes públicos. A proposta é oferecer aos mandatários e lideranças diagnósticos comunicacionais que auxiliem na construção de políticas públicas mais alinhadas às demandas sociais.
Discurso político como motor de votos
Para Pontes, o discurso político continua sendo o elemento central da disputa eleitoral, mas agora precisa ser adaptado ao ambiente digital. “O discurso precisa ser estrategicamente pensado para cada plataforma. A linguagem do Instagram não é a mesma do YouTube, nem do WhatsApp.”
Ele defende que campanhas que ignorarem o monitoramento constante do ambiente digital estarão em desvantagem competitiva. “O digital é hoje o principal radar de humor social. Quem não acompanha esse radar perde capacidade de antecipação.”
A missão profissional do pesquisador é clara: auxiliar mandatários e instituições públicas na construção de políticas públicas de qualidade, fundamentadas em dados, ciência e interpretação técnica do cenário político.

2026: menos improviso, mais ciência
Pontes acredita que as eleições de 2026 marcarão um novo nível de profissionalização das campanhas. A improvisação tende a perder espaço para estratégias estruturadas com base em análise de dados e relatórios técnicos.
“Não se trata apenas de viralizar. Trata-se de construir autoridade, credibilidade e conexão real com a sociedade. O eleitor está mais atento e mais crítico.”
Com foco em fortalecer sua imagem e consolidar autoridade nacional, Paulo Cesar da Silva Pontes tem se posicionado como fonte especializada para comentar temas como discursos políticos, estratégias de marketing eleitoral, análise de pesquisas de opinião e construção de chapas majoritárias.
Sua atuação pode ser acompanhada pelo Instagram @pacepontes e pelo site www.institutocomunicar.com.br.
Contato profissional:
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