A Quimbanda é uma das tradições espirituais mais comentadas e, ao mesmo tempo, uma das mais mal interpretadas do Brasil. Cercada por mitos, preconceitos e informações distorcidas, ela acaba sendo vista por muitos através de lentes equivocadas, alimentadas pelo medo e pela falta de conhecimento.
Mas afinal: o que é mito e o que é verdade quando falamos em Quimbanda?
Mito: Quimbanda é “coisa do mal”
Essa é, sem dúvida, a maior e mais antiga distorção.
A Quimbanda não é uma prática voltada ao mal, nem à destruição gratuita. Trata-se de uma tradição espiritual que trabalha com forças de transformação, enfrentamento da realidade, justiça espiritual e responsabilidade pessoal.
A ideia de “mal” surge, muitas vezes, do desconhecimento ou da tentativa de enquadrar a espiritualidade brasileira em conceitos morais importados de outras culturas.
Verdade: a Quimbanda lida com sombras e verdades humanas
Diferente de caminhos que focam apenas em luz, a Quimbanda encara a vida como ela é: com desejos, falhas, conflitos, emoções intensas e escolhas.
Ela trabalha com aquilo que muitos preferem ignorar, não para estimular desequilíbrio, mas para trazer consciência, força e responsabilidade.
Mito: qualquer pessoa pode “fazer Quimbanda”
A Quimbanda não é curiosidade espiritual, nem prática improvisada.
Ela exige preparo, ética, conhecimento, compromisso com as entidades e entendimento das consequências espirituais de cada ação.
Sem orientação séria, o risco não está na tradição, está na irresponsabilidade humana.
Verdade: Quimbanda é um caminho estruturado
Ao contrário do que muitos pensam, a Quimbanda possui fundamentos, ritos, princípios e organização espiritual.
Não se trata de “bagunça”, nem de práticas aleatórias, mas de um sistema que envolve:
Hierarquia espiritual
Fundamento ritual
Ancestralidade
Responsabilidade energética
Cada casa séria segue um caminho próprio, com regras claras e respeito às forças cultuadas.
Mito: Exus e Pombagiras são entidades negativas
Exus e Pombagiras não são demônios, nem espíritos inferiores.
São forças espirituais ligadas à comunicação, aos caminhos, à justiça, à sexualidade, à proteção e ao equilíbrio entre o mundo material e espiritual.
A imagem negativa dessas entidades foi construída historicamente por preconceito religioso e desconhecimento cultural.
Verdade: Exu é movimento, Pombagira é consciência
Na Quimbanda, Exu abre caminhos, corta ilusões e cobra responsabilidade.
Pombagira trabalha autoestima, relações, amor-próprio, verdade emocional e força feminina.
Ambos ensinam que toda escolha gera consequência.
Mito: a Quimbanda promete resultados milagrosos
Nenhuma espiritualidade séria promete milagres, controle absoluto de pessoas ou soluções instantâneas.
Quem vende esse discurso não representa a tradição — apenas explora a dor alheia.
Verdade: a Quimbanda trabalha processos
Na Quimbanda, tudo acontece dentro de um tempo espiritual, respeitando merecimento, caminhos, escolhas humanas e limites energéticos.
O trabalho espiritual atua como força de alinhamento, não como substituto da consciência e da responsabilidade pessoal.
Conclusão
A Quimbanda não é um caminho para curiosos, nem para quem busca atalhos fáceis.
Ela é uma tradição profunda, intensa e transformadora, para quem entende que espiritualidade exige respeito, maturidade e verdade.
Conhecer a Quimbanda é, antes de tudo, abandonar o medo e buscar informação de fontes sérias.
Se você busca conhecer a Quimbanda com seriedade, fundamento e responsabilidade espiritual, é essencial procurar uma casa comprometida com a ética, a tradição e o respeito às entidades.
O Recanto da Quimbanda Labhanã, sob orientação do Pai Márcio Paxá, desenvolve um trabalho baseado em fundamentos espirituais sólidos, estudo contínuo e compromisso com a ancestralidade, oferecendo atendimentos espirituais, orientações, cursos e materiais educativos voltados a quem deseja compreender e vivenciar a espiritualidade de forma consciente.
Para saber mais sobre a casa, cursos, atendimentos espirituais e conteúdos formativos, acesse nossos canais oficiais ou entre em contato diretamente.
Espiritualidade não é promessa.
É caminho, responsabilidade e verdade.