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Santuário do Caraça celebra 30 anos da Reserva Particular do Patrimônio Natural

A organização do turismo com foco na preservação ambiental é uma das prioridades da RPPN

Santuário do Caraça Foto: Miguel Andrade

Uma obra de responsabilidade sociocultural e ambiental para as gerações presentes e acima de tudo, futuras. Essa é a classificação dada pela Provincia Brasileira da Congregação da Missão à Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Santuário do Caraça, que é uma Unidade de Conservação de âmbito federal, criada em março de 1994, através do IBAMA e que completa 30 anos de história. Através do seu compromisso socioambiental, a reserva vem trazendo qualidade de vida para as pessoas do local e do entorno, além de ser um campo de estudo aberto para novos pesquisadores.

De acordo com o coordenador ambiental do Santuário do Caraça, Douglas Henrique, a RPPN tem suma relevância, já que veio para trazer organização ao turismo do local. “O Caraça veio acompanhando esse processo natural da legislação de proteção nas áreas protegidas e, consequentemente, essa regulamentação do uso público nesses parques. Então, se pensar que o Caraça, há 30 anos passados, sofria com o turismo desordenado, a RPPN trouxe para o local uma ordenação dessa recreação, uma organização para que essa atividade aconteça com o mínimo impacto possível. Quem conheceu o Caraça há três décadas passadas e hoje retorna, se surpreende com o grau de conservação. Tudo isso graças ao processo natural de preservação desses ambientes, com regulamentação de áreas, número de pessoas e horário de visitação”, diz.

RPPN do Santuário do Caraça Foto: Miguel Andrade

Douglas Henrique destaca que o Caraça é uma sala de aula a céu aberto. “Ao longo desses 30 anos o Caraça tem um papel importante no desenvolvimento de profissionais e na capacitação de novos pesquisadores. Somos terreno e alvo de estudo, ou seja, de pessoas que estiveram aqui levando o Caraça em sua formação. Desde a parte básica, como alunos dos ensinos fundamental e médio, bem como aulas de campo no 1º período da graduação, principalmente nas Ciências Biológicas. Mas temos recebido, também, alunos de geologia, geografia e com isso, o local se tornou um espaço de desenvolvimento profissional. Inúmeras pesquisas têm sido desenvolvidas aqui para entender a importância da Serra do Caraça na regulamentação do clima, da cadeia dos Espinhaço e Quadrilátero Ferrífero e Aquífero, além da relevância do reabastecimento hídrico da bacia do Rio Doce, como também, da recomposição dessa biota aquática da bacia do Rio Doce, após o rompimento da barragem da Samarco”, relata.

Para o coordenador ambiental do Santuário do Caraça, apesar de ser uma RPPN, um grande desafio, não só do Caraça, mas das unidades de conservação, é dialogar com as comunidades de entorno. “O Caraça vem fazendo isso nos últimos anos, pois é um importante ponto de conexão e disseminação de conhecimento de preservação com as comunidades de entorno. Os nossos próximos passos serão uma reestruturação das trilhas para poder receber mais pessoas, com mais qualidade, mantendo a preservação dos ambientes naturais. Com isso, o Caraça se organiza para os próximos anos, focando na acessibilidade dos seus atrativos e na qualidade dessa experiência para o visitante. Também temos um grande desafio, que é a questão da proteção desse espaço geográfico. Por mais que a área seja legalmente protegida, ainda sofremos com algumas ações, como, a invasão de território, caminhantes, e pessoas que não obedecem às regras da RPPN”, revela.

Para Douglas Henrique, unir forças é o caminho para a preservação. “É um grande desafio fazer com que o poder público entenda que o Caraça, apesar de ser uma área particular, é um patrimônio das cidades vizinhas, nacional e da humanidade. A gente precisa melhorar a nossa estrutura e muitas coisas que, talvez, com o engajamento do poder público, possamos conseguir. Falta um projeto de lei nos municípios que possa contribuir com a proteção desse espaço, seja em um aporte de recurso, quanto subsídio de serviço. É necessário entender o Caraça como uma extensão de Catas Altas e Santa Bárbara. Neste marco de 30 anos de existência, seria excelente ter uma carta de compromisso dos prefeitos para que os municípios ajudem a proteger o local”, conclui o coordenador ambiental.

Santuário do Caraça

Cascatona no Santuário do Caraça PBCM

O complexo é tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e Estadual e foi escolhido como uma das Sete Maravilhas da Estrada Real. Conta com um amplo Conjunto Arquitetônico onde estão a primeira igreja de estilo neogótico do Brasil, o prédio do antigo Colégio (hoje Museu e Biblioteca), a pousada com 57 apartamentos e quartos, e a Fazenda do Engenho, com 26 apartamentos.

O local possui enorme diversidade de fauna e flora, com raridades de animais e plantas no meio ambiente. Na ampla diversidade de sua fauna, há 386 espécies de aves, 42 espécies de répteis, 12 espécies de peixes e 76 espécies de mamíferos. A Reserva Particular do Patrimônio Natural do Santuário do Caraça faz parte de duas importantes reservas ecológicas, as Reservas da Biosfera da Serra do Espinhaço Sul e a da Mata Atlântica, onde há diversas espécies de flora e fauna, algumas encontradas somente no Complexo do Santuário do Caraça, que fica na transição entre Mata Atlântica e Cerrado.

Em suas serras há nascentes, ribeirões e lagos que possuem águas de coloração escura, que carreiam material orgânico em suspensão. Seu solo é rico em minérios, explorados nos séculos anteriores, e com grande concentração de quartzito ou rocha metamórfica. Desde 2011, passou a ser preservado contra exploração comercial.

O território do Complexo do Caraça integra a Área de Proteção Ambiental ao Sul da Região Metropolitana de BH, onde começam duas grandes bacias hidrográficas, a do rio São Francisco e a do rio Doce, que abastecem aproximadamente 70% da população de Belo Horizonte e 50% da população de sua região metropolitana.

Foto: Padre Lauro Palú
Foto: Padre Lauro Palú
Lobo-guará PBCM

Santuário do Caraça

Local: Estrada do Caraça, Km 9 – Entre os municípios de Catas Altas e Santa Bárbara – CEP 35960-000

Fácil acesso pelas rodovias BR 381 e MG 436, além do da possibilidade de ir por trem (Estação Dois Irmãos – Barão de Cocais)

Taxa entrada:

R$ 30 (em dias de semana)

Finais de semana, feriados e datas comemorativas:

R$40 (por pessoa).

Idosos: 50% de desconto.

Moradores de Barão de Cocais, Catas Altas e Santa Bárbara possuem 50% de desconto.

Entrada gratuita na 1ª quarta-feira de cada mês para os moradores de Barão de Cocais, Catas Altas e Santa Bárbara.

Site com opções de hospedagens: www.santuariodocaraca.com.br  

Reservas: centraldereservas@santuariodocaraca.com.br  

Instagram: @santuariodocaraca @rppn_caraca

Facebook: www.facebook.com/santuariocaraca/

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