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Juliana Maria Teixeira: uma trajetória de trabalho, dedicação e compromisso com a saúde pública

Depois de mais de duas décadas dedicadas ao serviço público, Juliana Maria Teixeira vê sua trajetória ser analisada também sob a ótica de um processo em andamento. A defesa sustenta que as provas já demonstram sua ausência de responsabilidade pelos fatos investigados e manifesta confiança de que a Justiça restabelecerá a verdade em breve.

Nos últimos vinte anos, Juliana Maria Teixeira da Costa construiu sua carreira na gestão da saúde, participando da implantação de projetos, da reorganização de serviços e da captação de recursos destinados à melhoria do atendimento à população. 

Formada em Serviço Social, iniciou sua trajetória como técnica de enfermagem em 2003 e, posteriormente, assumiu funções de gestão em diferentes municípios. Em Itapirapuã, participou da obtenção de recursos para fortalecer a estrutura da saúde pública. Em Ribeira, liderou a reorganização da Secretaria Municipal de Saúde, ampliando o atendimento com plantão médico 24 horas, novos especialistas, reestruturação do SAMU, aquisição de ambulâncias e melhoria da infraestrutura dos serviços. Também participou da articulação de investimentos voltados ao desenvolvimento do município. 

Foi após essa trajetória que Juliana passou a responder a um processo judicial relacionado à contratação da empresa W. F. da Silva Treinamentos Ltda., caso que ganhou repercussão pública e ainda aguarda julgamento.

Segundo as advogadas Rosana Lara e Raisa Lara Onha, o processo permanece em fase de instrução, etapa destinada à produção das provas que fundamentarão a decisão judicial. A defesa sustenta que a repercussão ocorreu antes da conclusão dessa fase e afirma que os documentos e depoimentos já produzidos reforçam sua convicção de que Juliana não praticou qualquer ato ilícito. 

Para as advogadas, o esclarecimento definitivo dos fatos vai acontecer após a análise técnica do conjunto probatório. É com base nesse entendimento que manifestam confiança de que o Poder Judiciário formará seu convencimento a partir das provas produzidas em juízo, e não da repercussão que o caso alcançou fora dos autos.

Rosana Lara e Raisa Lara Onha: “A defesa está baseada em provas, não em versões”

A principal tese da defesa é que Juliana jamais exerceu atribuições relacionadas aos atos investigados. Segundo Rosana Lara e Raisa Lara Onha, ela não integrava a comissão responsável pelas licitações, não possuía competência para conduzir o procedimento administrativo e já estava oficialmente afastada da Secretaria Municipal de Saúde quando ocorreu o pagamento posteriormente questionado.

As advogadas afirmam que documentos, registros administrativos e depoimentos colhidos durante a instrução convergem para uma mesma conclusão: a atuação de Juliana limitou-se às atribuições legais do cargo que ocupava, sem participação nos atos apontados pela acusação. Para a defesa, é justamente essa análise individualizada das responsabilidades que permitirá ao Judiciário reconstruir os fatos com segurança jurídica.

Novos elementos reforçam o esclarecimento da defesa

À medida que a instrução processual avançou, novos documentos e depoimentos passaram a integrar os autos. Para a defesa, esse conjunto probatório permitiu reconstruir a sequência dos acontecimentos de forma mais precisa do que era possível no início da investigação. 

Um dos aspectos destacados pelas advogadas é que o processo passou a individualizar com maior clareza a atuação dos agentes públicos envolvidos. Na avaliação da defesa, essa distinção é essencial para evitar que a responsabilidade de um ato administrativo seja automaticamente estendida a quem não participou de sua execução. 

Outro ponto abordado refere-se aos elementos que, segundo a acusação, indicariam a participação de Juliana. A defesa sustenta que esses indícios precisam ser analisados dentro do contexto administrativo em que foram produzidos e afirma que, isoladamente, não demonstram autoria nem participação direta nos fatos investigados. Para as advogadas, é justamente a análise conjunta das provas que permitirá ao Judiciário formar um convencimento seguro. 

Essa evolução da prova, segundo Rosana Lara e RaisaLara Onha, fortaleceu a convicção de que a versão inicialmente construída pela acusação não se sustenta diante dos elementos produzidos em juízo. Por essa razão, a defesa afirma que aguarda o encerramento da instrução confiante de que a decisão judicial refletirá o que efetivamente ficou demonstrado nos autos. 

O contexto político e a violência política de gênero

Para a defesa, compreender esse processo exige olhar também para o ambiente político em que ele se desenvolveu.

Rosana Lara e Raisa Lara Onha destacam que Juliana Maria Teixeira é a única mulher a ocupar um cargo de poder na atual administração municipal, condição que, segundo elas, a colocou em uma posição de maior exposição e vulnerabilidade dentro da disputa política local.

As advogadas sustentam que, desde sua eleição para a vice-prefeitura, Juliana passou a enfrentar um ambiente permanente de pressão, ataques e tentativas de desgaste de sua imagem pública. Parte dessas ações teria sido impulsionada por agentes políticos interessados na sucessão municipal, que procuram desgastá-la politicamente. 

Sob essa perspectiva, a defesa afirma que o caso também deve ser analisado à luz da violência política de gênero. Rosana Lara e Raisa Lara Onha entendem que críticas, fiscalizações e investigações são próprias da democracia e devem seguir seu curso institucional. O que não pode ocorrer é a utilização desses mecanismos para constranger, desestimular ou afastar mulheres da vida pública quando desacompanhados da observância rigorosa do devido processo legal.

As advogadas também observam que episódios amplamente explorados por adversários políticos, como as referências à pessoa identificada como “Samantha”, possuem caráter acessório e não alteram o núcleo da discussão jurídica, ou seja, nenhuma ação política ou midiática substitui a análise técnica dos fatos.

Para Rosana Lara e Raisa Lara Onha, o processo caminhou na mesma direção da tese apresentada desde o primeiro momento. Por isso, afirmam confiar que, ao final do julgamento, a Justiça reconhecerá a inocência de Juliana e restabelecerá a verdade dos fatos.

Juliana Maria Teixeira da Costa

Ao lado de sua defesa, Juliana reafirma que continuará colaborando com todas as etapas do processo, respeitando as decisões judiciais e confiando que a conclusão da instrução permitirá uma análise completa dos fatos, baseada exclusivamente nas provas produzidas em juízo e nas garantias asseguradas pelo Estado Democrático de Direito.

“Sempre pautei minha atuação pelo compromisso com a saúde pública e pelo respeito às pessoas. Confio plenamente na Justiça e acredito que a instrução processual permitirá demonstrar, com serenidade e transparência, todos os fatos. Tenho consciência da minha trajetória, do trabalho realizado em benefício da população e sigo com a tranquilidade de quem sabe que a verdade será construída a partir das provas.”

Ao defender sua inocência e reafirmar sua confiança na Justiça, Juliana Maria Teixeira sustenta que a conclusão da instrução processual será o momento adequado para que todas as versões sejam confrontadas à luz das provas. Enquanto isso, afirma permanecer dedicada à defesa de sua honra, de sua trajetória profissional e dos princípios democráticos que garantem a todo cidadão o direito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência.

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