conecte-se conosco

Olá, o que você está procurando?

Destaque

Sistema prisional do Rio vive colapso e exige compromisso urgente do poder público, alerta Nisomar Provenzano

O sistema prisional do estado do Rio de Janeiro volta ao centro do debate público diante de denúncias recorrentes de superlotação, violações de direitos humanos e ausência de políticas públicas eficazes. Para o empresário e advogado Nisomar Provenzano, a situação já ultrapassou os limites constitucionais e exige uma resposta imediata das autoridades.

Segundo ele, o cenário atual reflete o que já foi reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal por meio da ADPF 347, que declarou o chamado “estado de coisas inconstitucional” no sistema carcerário brasileiro. Na prática, isso significa que o Estado falha em garantir condições mínimas de dignidade às pessoas privadas de liberdade.

“Hoje, o que vemos no Rio de Janeiro é uma superlotação desenfreada. Há unidades prisionais operando muito acima da sua capacidade, o que transforma a pena privativa de liberdade em algo cruel e degradante”, afirma Nisomar.

Ele destaca que a Constituição Federal não permite que a pena ultrapasse os limites da dignidade humana, ainda que o indivíduo tenha cometido um crime. “A punição deve existir, mas dentro da legalidade. O que não pode acontecer é o Estado violar direitos fundamentais sob o argumento de manter a ordem”, pontua.

Entre as alternativas defendidas por Nisomar está a aplicação efetiva do princípio da ocupação mínima, que estabelece a proporção de um detento por vaga no sistema prisional. Quando esse limite é ultrapassado, ele defende a adoção de medidas como a progressão antecipada da pena.

“Se o Estado não tem condições de custodiar com dignidade, ele não pode manter essas pessoas em situação desumana. É necessário aplicar mecanismos legais para reduzir a população carcerária, respeitando o que já está previsto no ordenamento jurídico”, explica.

O empresário e advogado também cobra maior atuação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, destacando que os deputados estaduais têm a prerrogativa de fiscalizar unidades prisionais e exigir providências dos órgãos competentes, como a Defensoria Pública e o Ministério Público.

Para ele, o tema precisa ser enfrentado com responsabilidade, inclusive no campo político. “A população precisa estar atenta. É fundamental eleger representantes comprometidos com políticas públicas sérias, que encarem o sistema prisional com seriedade e humanidade”, ressalta.

Ao final, Nisomar reforça que discutir o sistema carcerário é discutir justiça. “Uma sociedade justa não é aquela que apenas pune, mas aquela que garante que a punição seja aplicada dentro dos limites da lei e da dignidade. O que está em jogo é o respeito à Constituição e à vida humana.”

Leia também:

Destaque

Ontem, um novo marco foi estabelecido na indústria audiovisual com a inauguração da nova casa e estúdio da Doug Filmes, uma das maiores potências...

Famosos

Com exclusividade recebemos uma parte da lista de famosos que confirmaram presença na festa de lançamento do programa “To Talk com Alan Lucci”, que...

Famosos

Uma nova era começa para o Funk Futebol Clube com a nomeação da renomada jornalista Ana Paula Alves como sua embaixadora. O anúncio foi...